O que os candidatos pensam sobre o SESCON-RS?

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Os empresários contábeis Célio Levandovski (Chapa 1) e José Tadeu Jacoby (Chapa 2) são os candidatos à Presidência do SESCON-RS para o período 2018/2022. A eleição ocorre no dia 15 março na sede em Porto Alegre e em urnas instaladas nas cidades de São Leopoldo, Lajeado, Santa Maria, Passo Fundo e Pelotas. Mas o que os candidatos pensam a respeito do presente e do futuro da entidade? Confira abaixo a entrevista:

 

SESCON-RS – Porque o senhor quer ser Presidente?

CÉLIO LEVANDOVSKI – Quero ser Presidente do SESCON-RS para apresentar contribuições aos nossos associados e representados. Acredito que nossa diretoria, formada pela experiência dos seus candidatos, aliada a necessária renovação de parte dos seus dirigentes, irá corresponder com a exigida representatividade da entidade, como muito bem fizeram os presidentes Diogo Chamun e Jaime Gründler Sobrinho.

JOSÉ TADEU JACOBY –  Primeiro, porque fui incentivado por inúmeros colegas e amigos. Porque, com a reforma trabalhista, os sindicatos em geral sofrerão uma redução de receitas muito grande e terão que se adaptar à esta nova realidade, revendo totalmente sua gestão, sua relação com os representados, custos e verificar sua real importância perante os associados e representados em geral. O Sindicato, a partir de agora, que não apresentar VALOR para seu público, estará fadado a desaparecer, pois o que o manterá serão os sócios, e para atraí-los há que se ter o que oferecer.

A informática, trará nos próximos cinco a dez anos profundas alterações nas nossas profissões, teremos que estar preparados para isto também, e é agora!

Eu sou fundador do SESCONRS, conheço sua história desde a ideia inicial, tenho um currículo de sucesso e vitórias. Fui fundador e presidente do Sindicato dos Contabilistas de São Leopoldo, Secretário da Fazenda de São Leopoldo, Secretário de Desenvolvimento de São Leopoldo, quando coordenei a implantação do Centro Tecnológico de São Leopoldo, Diretor do Hospital Centenário, Secretário Geral da Junta Comercial do Rio Grande do Sul, quando transformamos a Junta em Autarquia e iniciamos o projeto de modernização e atualização de sistemas. Os colegas conhecem minha trajetória de lutas pela classe e tenho certeza que tenho credibilidade para implementar as alterações necessárias.

 

SESCON-RS – A reforma trabalhista, aprovada no final de 2017, exige uma readequação na estrutura das organizações sindicais. Qual a sua opinião sobre a queda do imposto sindical?

CÉLIO – Temos consciência da necessária adequação do SESCON-RS para enfrentar este momento de mudanças das leis trabalhistas. Para isso já temos um estudo e um plano de ações que irão permitir na manutenção de todas as nossas atividades, sejam elas de representação sindical ou dos serviços oferecidos aos associados e representados. 

JACOBY – Quanto às alterações no Imposto Sindical, que na verdade, tecnicamente é uma Contribuição, sou plenamente favorável. Entendo que os sindicatos, especialmente os patronais, não podem se manter apenas com contribuições compulsórias, tem que mostrar que os seus representados QUEREM a sua existência e, principalmente, PRECISAM que ele exista! E para isto deverá estar presente dentro de cada escritório, tem que fazer parte do dia a dia do seu associado, se tornando INDISPENSÁVEL. Assim seus representados vão pagar ESPONTÂNEAMENTE para que ele exista através da contribuição ASSOCIATIVA. Este é um sindicato de valor e só assim sobreviverá na atual conjuntura.

 

SESCON-RS – O SESCON-RS possui um leque de produtos e serviços (capacitação, certificação digital, convênios, serviços jurídicos e de RH, etc.). Qual será a sua política para essas áreas?

CÉLIO – A área de capacitação é essencial para o SESCON-RS e será ampliada. E quando se fala em qualificação dos empresários e de suas empresas contábeis, importante destacar que o EGESCON estará no calendário anual da entidade.  Destaco ainda o atendimento aos serviços de certificação digital e os nossos convênios, como assistência médica, jurídica, de RH e junto aos centros universitários. 

JACOBY – A resposta é simples: quais os serviços que agregam valor para os associados e representados? Aqueles que os associados entendem que agrega, ficam, os demais vamos rever.

 

SESCON-RS – Nos últimos anos, o SESCON-RS ampliou sua relação institucional junto ao poder público, veículos de comunicação e a sociedade como um todo. Como será a sua política de relações institucionais?

CÉLIO – Caberá a presidência e sua diretoria criar seus porta-vozes para representar o SESCON-RS de forma institucional e técnica. O relacionamento com órgãos de Governo é de caráter fundamental para a defesa dos nossos associados. Já os meios de comunicação são parte da nossa estratégia para transmitir temas relevantes do nosso setor à sociedade como um todo e, em particular, aos nossos associados e representados.

JACOBY – Tenho a tranquilidade de responder à primeira parte da pergunta, porque fui eu quem insistiu nesta aproximação, e inclusive levei o primeiro deputado em uma de nossas reuniões de diretoria, além de convidá-los para nossos eventos. Continuará e deverá ser ampliado.

Quanto aos veículos de comunicação, entendo que teremos que rever nossos gastos com publicidade e adequá-los à nossa nova realidade, visto que nos últimos anos estes gastos somam valor superior ao dobro ou mais da receita com mensalidade de associados.

Quanto à participação na sociedade, não há o que questionar, está bom o que temos feito, mas tem espaço para ampliarmos.

 

SESCON-RS – Qual é o seu projeto para ações do SESCON-RS no Interior do RS?

CÉLIO – Além de avançarmos na organização de grupos de estudos nas regiões das nossas vice-presidências, iremos formar um grupo de trabalho, sob a coordenação dos vice-presidentes, para avaliar e discutir as realidades do interior em relação aos reajustes e cláusulas da convenção coletiva.

JACOBY – Nos cinco anos em que atuei como Secretário-Geral da Junta Comercial do Estado do Rio Grande do Sul, visitei a grande maioria dos municípios do nosso estado, e verifiquei como eles sofrem com a ausência a carência e o abandono dos centros de decisões, O SESCON-RS tem abrangência estadual, temos que nos aproximarmos bem mais destes representados. Pretendemos fazer isto criando mais algumas Vice-Presidências Regionais e agentes regionais, incentivando assim que mais representados se associem.

Achamos importante também estudar formas para criar uma mensalidade associativa diferenciada para os escritórios do interior, levando em conta os serviços que chegam até eles e a presença do SESCONRS em sua região. Isonomia e justiça.

 

SESCON-RS – Programas em andamento como o Gestão Pública Eficaz, SESCON-RS Universitário e o Programa de Qualidade Contábil (PQC) terão continuidade?

CÉLIO – O PQC e o curso de Pós-Graduação Contábil são os melhores instrumentos para que as empresas e seus empresários tenham acesso a uma qualificação direcionada, sob medida para seus escritórios.  Iremos investir e possibilitar que um maior número de empresas participe destes dois importantes meios de gestão com resultados práticos no dia-dia das organizações.

O SESCON-RS Universitário faz parte dos nossos projetos de educação e de profissionalização dos futuros empresários do setor.  Já o Gestão Pública Eficaz será nossa atuação firme e fiscalizadora em relação aos dispêndios do dinheiro público e má utilização das receitas provenientes dos impostos pagos por todos nós.

JACOBY – O Programa de Qualidade sem dúvidas terá continuidade, os outros dois veremos como cabem na nossa nova realidade financeira, e procuraremos mantê-los com melhorias.

 

SESCON-RS – No final de 2017, o SESCON-RS migrou do Sistema Fecomércio-RS para o Sistema Fenacon. Qual a sua opinião e como será a relação com a nova federação?

CÉLIO – A Fenacon faz parte da história do SESCON-RS. Sempre estivemos alinhados com as políticas de representação do setor de serviços em nível nacional. A recente filiação a Fenacon corrige o caminho natural por representar o segmento do qual defendemos em nível Estadual. Tenho certeza que esta mudança trará excelentes frutos, pois a Fenacon é  onde são discutidos os temas mais relevantes das empresas de serviço, em especial pela proximidade com a Receita Federal do Brasil, onde temos a maioria de nossas demandas.

JACOBY – Minha opinião foi amplamente favorável, votei e levei muitos associados a votar na nossa volta à FENACON, na realidade a nossa casa.

A relação será a melhor possível, sempre pensando nos interesses do SESCONRS.

Quero deixar claro também, que manterei boas relações com a FECOMERCIO-RS, afinal tivemos muitos anos filiada a ela e isto nos trouxe alguns benefícios que não teremos na FENACON, como uso do SESC pelos nossos funcionários e indicação de vogais na JUNTA COMERCIAL. Dentro da política de boas relações com as instituições, já procurei a FECOMERCIO-RS e obtive o compromisso de que se nossa chapa vencer todos os benefícios que usufruíamos quando associados a ela permanecerão.

 

SESCON-RS – Mais alguma consideração?

CÉLIO – Temos a convicção que a nossa gestão irá se pautar pelo Diálogo, União e Ética. São valores presentes em cada um dos candidatos da Chapa1 – Novos Horizontes. O Diálogo para defender seus interesses e ouvir suas manifestações, a União para mostrar a nossa força como entidade representativa e a Ética como postura exigida para assumir a elevada responsabilidade de comandar o SESCON-RS.

E mais, iremos consolidar os esforços das gestões anteriores, dos presidentes Diogo Chamun e Jaime Gründler Sobrinho, que representaram o SESCON-RS com os fundamentos de sua origem, balizados pela firme conduta de seus propósitos.  Queremos avançar ainda mais e nossa candidatura está preparada para os novos horizontes.

JACOBY – Quero finalmente, manifestar que tenho grandes e queridos amigos em ambas as chapas. Terminada a eleição o SESCONRS continuará sendo um só.