Confronto de ideias que viralizou nas redes

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SESCON-RS, Rádio Guaíba e Correio do Povo mais uma vez fizeram história no período eleitoral. O debate com sete candidatos ao Governo do Rio Grande do Sul, promovido na sede da entidade empresarial obteve repercussão acima das expectativas. A hashtag #debatesesconguaiba foi líder absoluta nos trend topics de Porto Alegre e a quarta em todo o Brasil. Durante cerca de três horas, os postulantes ao Palácio Piratini realizaram um confronto, no qual as ideias prevaleceram. O confronto foi transmitido ao vivo pela Rádio Guaíba, que também realizou uma live no facebook. O Correio do Povo deu total cobertura. Rádios do Interior entraram em cadeia com a Guaíba, assim como veículos da capital, entre eles o SBT e o Jornal do Comércio.

O debate foi dividido em quatro blocos, sendo que o primeiro deles reservava espaço para a “Pergunta do SESCON-RS”. O Vice-Presidente, Maurício Gatti, questionou os candidatos sobre o endividamento do Estado. Eduardo Leite (PSDB), Jairo Jorge (PDT), José Ivo Sartori (MDB), Júlio Flores (PSTU), Mateus Bandeira (Novo), Miguel Rossetto (PT) e Roberto Robaina (PSol) deram suas ideias sobre como vão tratar de situações delicadas, como a questão envolvendo a folha de pagamento do funcionalismo.

Estimulados pelo formato do debate, que no terceiro e quarto blocos previa perguntas objetivas entre os participantes, os candidatos Miguel Rossetto e Jairo Jorge, por um lado, e Júlio Flores e Roberto Robaina, de outro, protagonizaram enfrentamentos com os outros três postulantes ao governo do Estado, Mateus Bandeira, Eduardo Leite e José Ivo Sartori. Rossetto e Jairo Jorge em vários momentos protagonizaram a conhecida “dobradinha”, situação caracterizada quando dois candidatos atuam mais como aliados do que como oponentes entre si, escolhendo como “alvos” outros adversários. 

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No caso, as críticas se direcionaram principalmente a Sartori e Leite. Júlio Flores e Robaina, por sua vez, fizeram investidas explícitas sobre Sartori, Leite e Bandeira, apontando semelhanças entre as propostas defendidas pelos partidos dos três. Bandeira, por sua vez, fez críticas diretas aos chamados modelos de esquerda. Sartori seguiu defendendo principalmente a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e a privatização de estatais. 

Eduardo Leite optou por estabelecer diferenças entre suas propostas e as do governo atual, mas ressalvou que apenas ele e Sartori nunca foram “ligados ao PT”. Após elogiar iniciativas do governador, Leite perguntou para Sartori se ele considerava que o Estado precisava do que classificou como mais do mesmo. Na sequência, Roberto Robaina questionou Eduardo Leite sobre campos ideológicos. Rossetto optou por perguntar a Jairo Jorge sobre modelos de governo do MDB e do PSDB. Sartori escolheu Rossetto para responder a seu questionamento, que tratou de rodovias, em específico o caso da RS 118. Júlio Flores questionou Bandeira a respeito de desemprego. Bandeira fez um questionamento para Robaina tratando de diferenças entre o PSDB e o Novo. Jorge encerrou o bloco perguntando a Flores sobre segurança. O quarto e último bloco coube a considerações finais.

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OS EMBATES

Rossetto para Leite: “O Eduardo não consegue afirmar o pagamento de salários em dia. Eu quero deixar esse compromisso claro.”

Robaina para Sartori e Leite: Vocês votaram a emenda constitucional que destrói o SUS no país.

Sartori para Rossetto e Robaina: “Se tivessem votado o duodécimo e o plebiscito (da venda de estatais), teríamos mais recursos.”

Flores para os demais: “A maioria aqui já governou o Estado e diz que vai resolver os problemas. É uma hipocrisia total.”

Flores para Sartori: “Somos contra todo o seu projeto. O senhor está tratando todo o funcionalismo público com deboche. Nossa proposta é anular o crime que o senhor fez com as fundações.”

Jorge para Sartori e Leite: “O Britto vendeu empresas públicas, a Yeda vendeu ações do Banrisul. A política do MDB e do PSDB é sempre a mesma: tira dos mais pobres para dar aos mais ricos. A velha política da privatização nós já conhecemos. Vende o Estado e o povo paga a conta.”

Rossetto para Sartori: “Essa PPP da Corsan na Região Metropolitana que não diz quanto a população vai pagar de tarifa, vou revogar por decreto.”

Sartori para Rossetto: “Criamos a modelagem das PPPs. E não é para água, é para saneamento. Inclusive tem gente do PT, que não vou dizer o nome, mas já fez isso na sua cidade.”

Flores para Bandeira: “O teu projeto é mais antigo que o rascunho da Bíblia.”

Flores para Jorge: “Tu falas que é contra o ajuste fiscal, mas quando fostes prefeito, desmontaste o plano de carreira dos servidores.”

Bandeira para Rossetto, Robaina e Flores: “O desemprego de hoje é fruto de um modelo atrasado. Um modelo errado de intervenção estatal como o de Cuba, o da Coreia do Norte. O que esse modelo produziu foi a igualdade na miséria.”

Leite para Sartori: “O RS não precisa e não pode ter mais do mesmo. As medidas que o senhor cita são todas de ajuste fiscal. Mas falta um projeto de desenvolvimento para o Estado.”

Jorge para Sartori: “Não se elege um governador para ser leiloeiro.”

Rossetto para Sartori: “O senhor não vai concluir nada no seu mandato. O senhor não buscou novos financiamentos.”

Sartori para Rossetto: “O Rossetto não está informado que eu sou o único governador que não pode fazer nenhum financiamento no governo.”

Sartori para Leite: “Quem quer mudar tudo, não muda nada.”

Leite para Robaina: “A política do Robaina gera é endividamento.”

Bandeira para os demais: “Todos que são adversários aqui em outros estados ou no país tem coligações. Nós somos os únicos que expressamos a indignação do povo brasileiro com a política tradicional.”

(Texto em parceria com o Jornal Correio do Povo)

Confira a repercussão do debate